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Dicas de Saúde

Como superar a dor de um aborto

A fala sobre o assunto e olhar a experiência sem julgamento são algumas das estratégias de enfrentamento para quem vivenciou a interrupção de uma gravidez.

O aborto nunca é uma experiência fácil para a mulher, seja nas situações em que ela decide interromper a gravidez, seja espontânea. É comum o sentimento de culpa, angustia, medo de ser punida e de fala sobre o ocorrido.”Em linhas gerais, durante a gestação, a mulher já vai construindo seu lugar de mãe já vai criando diversas expectativas em relação ao futuro do filho. Portanto, o vínculo com ele começa a ser criado na gestação. A perda gestacional está atrelada também á morte dessa expectativas do papel de mãe que não foi ocupado. Nessa situação a mulher inicia um processo de luto por uma perda diferente, porque se trata de um filho cuja a vida foi curta. E não importa que ela tenha outros filhos ou virá a ter outros filhos no futuro. Não há como substituir essa relação, assim como não há como substituir um mãe ou um pai falecido.

A mulher precisa receber informações consistentes sobre os riscos de um novo aborto. Assim ela vai poder se sentir mais confianteaborto

Complicação frequente 

O abortamento, para que se entenda, é considerado a complicação mais frequente da gravidez. Aproximadamente uma em cada quatro mulheres terá um abortamento espontânea durante a vida reprodutiva. “Além disso, aproximadamente 13% das mortes maternas são decorrentes de abortamento provocado de forma clandestina, e isso equivale a 67 mil mortes por ano”. A maioria dos abortamentos ocorre nas primeiras 12 semanas de gravidez e 50% a 80%  apresentam alterações cromossômica. Também podem ser a causa de abortos as alterações endócrinas, diabetes, infecções, causa imunológicas anomalias uterinas síndrome do ovário policísticos, miomas e insuficiência ístmica [problema no colo uterino].”

Fale sobre o assunto

Os sintomas que antecedem o abortamento são cólicas no baixo ventre seguida ou não de sangramento vaginal. Em algumas situações, o aborto pode ser identificado apenas pelo ultrassom, sem apresentar sintomas para algum. Outro momento difícil da experiência do aborto são os procedimentos para trata-lo, que podem ser expectantes ou cirúrgicos. No segundo caso, as opções são a curetagem uterina (raspagem) ou aspiração a vácuo – ambas realizadas em ambiente hospitalar, sob anestesia geral. Não havendo complicações, a paciente recebe alta em um dia. A curetagem foi extremamente dolorida, tanto física quanto emocionalmente.

Como estratégia de enfrentamento, é importante que a mulher compartilhe sua dor com quem esteja disponível para dar acolhimento, com o marido, familiares, amigos outras mulheres que passaram pela mesma experiência ou um psicoterapeuta. Ela precisa sabe que as pessoas evitam falar sobre aborto, por isso a mulher pode ter dificuldade de encontra alguém com quem se sinta á vontade de compartilhar sua dor. É importante procurar pessoas que demostrem sentir pelo ocorrido, que escutem e não fiquem emitindo. Fala sobre a dor ajuda a tomar consciência da morte e a ter mais clareza dos sentimentos e pensamentos. Aos poucos, o processo de luto vai avançando até chega na reorganização da vida sem aquele filho.

Tocar a vida em frente 

Isso significar o esquecimento da morte do bebê, e sim o desenvolvimento da capacidade de tocar a vida sem ele. Os psicologo recomendam a psicoterapia em todos caso de aborto, mas principalmente, naqueles em que a gravidez é interrompida por pressão da família e do parceiro. “A psicoterapia ajuda a mulher a entender o que ela passou e a resolver essa dor”, complementa. O ombro do parceiro também é importante nesse momento. Ele deve acolher a dor, monstro o que sente, para que o juntos possam amenizar o que estão sentindo. Passando pelo luto juntos, sairão mais fortalecidos dessa situação. Quanto mais conseguiram falar sobre o que aconteceu colocar a dor para fora, melhor para fortalecer o vinculo entre o casalaborto-aborto

Culpa vencida 

Este é um sentimento bastante conhecido por quem passa pela experiência do aborto. A mulher pode sentir culpa por questões culturais, com não cumprir o mandato social de gerar um filho saudável e de desempenhar a função maternal de proteger e nutri o filho. Pode também sentir culpa por ter planejado e desejado a gravidez e pela possibilidade de não ter cuidado bem da gestação. Para conseguir escapar desse sentimento, é preciso olhar para a realidade da gestação sem julgamentos “A culpa é um sentimento de punição por descumprimento de um dever, muitas vezes social, que impede a pessoa de aceita a si própria. Com a aceitação do aborto através desse exercícios de olhar para essa morte sem julgamentos, a frustração pelo sonho interrompido também se dissolve”.

Se o aborto for espontâneo, uma nova gestação poderá ser tentado após quatro meses. Após o segundo aborto, a saúde do casal deve ser investigada antes de fazerem novos planos, não raro, contudo, o medo bate á porta. Esse medo deve ser superado com o acompanhamento de um médico de confiança. “A mulher precisa receber informações mais consistem sobre os riscos de um novo aborto. Assim ela vai poder se sentir mais confiante e fortalecida para decidir por uma nova gravidez ou não.

 

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