Dicas de Saúde

12 Formas Certa de Controlar Taquicardia

Ocorre de repente. Você nem sequer percebia o coração e então TIC, BUM! começa a bater furiosamente. E da frequência de 72 batimentos por minuto salta para 120 – 180 – 200 em questão de segundos. Talvez lhe falte a respiração e lhe sobrevenha uma onda de náusea, e o pânico. Você começa a suar. O médico diz que é taquicardia, ou mais especificamente, taquicardia atrial paroxística. Ora, na primeira vez que isso acontece, você fez um checkup completo. Você e seu médico excluíram taquicardia ventricular (uma taquicardia gravíssima em que há risco de vida) e todas as formas de cardiopatia orgânica, além de anormalidade da tireóde, disfunção pulmonar, etc. E você ficou tranquilo. Apesar disso, muitas vezes os seus átrios, câmaras cardíacas que recebe o sangue das veias e o bombeiam para os ventrículos, saem um pouco fora de controle. Os átrios mantém um ritmo constante mas esse ritmo é até três vezes mais rápido que o normal (taquicardia, a proposito, refere-se a qualquer ritmo superior a 100 batimentos por minuto). Mas há como botar um freio nisso. Veja adiante algumas maneiras de enfrentar as crises e prevenir.

Vá devagar. A taquicardia é um sinal: “pare com o que está fazendo”. Relaxe. Repouse. Aliás,o repouso é o melhor recurso de deter o ataque.

Tentar uma manobra vagal. O controle do ritmo cardíaco é efetuado pelos os nervos simpáticos e parassimpáticos (ou vagais). Quando o coração dispara, predomina o simpático. ( O sistema que diz ao organismo para que entre em ritmo acelerado.) O que você tem de fazer é trocar de canal e entregar o controle ao parassimpático. Se estimular o nervo vago desencadeará um processo bioquímico que interfere no coração da mesma maneira que um freio no carro. Uma maneira de fazer isso é respirar fundo e forçar como se fosse evacuar (esforço expulsivo).

Procure a carótida. Massageie delicadamente a artéria carótida direita: outra manobra vagal. Peça ao médico para lhe mostrar o ponto e o grau de compressão a ser feito. Você terá de massagear a artéria no ponto onde atinge o pescoço, o mais baixo possível da mandíbula.

O reflexo do mergulho. Quando os mamíferos do mar mergulham nas regiões mais frias da água, a sua frequência cardíaca automaticamente diminui. É a forma da natureza preservar o cérebro e o coração. Você pode desencadear o seu próprio reflexo de mergulho enchendo uma bacia com água gelada e mergulhando o rosto nela.coração

Renuncie ao café. Vale para a coca-cola, o chá, o chocolate, os comprimidos para emagrecer e os estimulantes de qualquer natureza. O abuso de estimulantes pode colocá-lo em risco de taquicardia atrial paroxística.

Cuide do seu hipotálamo. O que vai na sua cabeça, no cérebro especificamente, regula o seu coração. Por isso é importante dar ao hipotálamo o apoio merecido, através da boa dieta, da ginástica, de uma atitude positiva, para manter a estabilidade e o controle sobre o sistema nervoso autônomo. Esse sistema tem dois subsistemas: o simpático, que fundamentalmente acelera tudo no organismo, exceto a digestão, e o parassimpático. O estresse, a má dieta, e os poluentes podem fazer com que o hipotálamo perca o controle do sistema nervoso autônomo, com sobrecarga do sistema simpático. É claro, você pode ajudar o hipotálamo a manter o controle.

Alimentação regular. Se você omitir refeições e encher o estômago com barras de chocolates, as enzimas pancreáticas se apressarão em aumentar a ingestão de açúcar. A  insulina se eleva no sangue e você entra em hipoglicemia reativa. As supra-renais trazem adrenalina para mobilizar o estoque de glicogênio no fígado. A adrenalina estimula então o coração, que fica taquicárdico e você entra em pânico.

Ajustar a dieta ao metabolismo. As pessoas com rápido metabolismo devem comer mais alimentos proteicos. Levam mais tempo para digerir e ajudam a manter o nível de açúcar no sangue em patamar mais constante. Quando o açúcar no sangue cai, desencadeia o processo descrito acima.

O comportamento ideal. A taquicardia atrial paroxística é um evento mais comum entre indivíduos perfeccionistas, orientados para o sucesso, excessivamente ativos. Sem dúvidas, são esses os mais propensos a enxaquecas. Os seus mecanismos de condução funcionam num nível exacerbado. Há uma estimulação adrenérgica crônica. Quando sob estresse, há uma ruptura da condução autônoma para o coração, uma perda de ritmo. Para compensar, é preciso adotar um programa de relaxamento progressivo, aprender a visualizar serenidade, tranquilidade, calma e paz.

Magnésio. O magnésio é um protetor das células. Nas células musculares do coração, ajuda a equilibrar os efeito do cálcio. Quando o cálcio entra nas células, estimula as contrações musculares da própria célula. O magnésio é central para as enzimas celulares bombearem o cálcio para fora. Cria a contração e o relaxamento rítmico. Torna o coração menos irritável. Pode ser encontrado em nozes, feijão, feijão de soja e farelo.

A importância do potássio. O potássio é o outro mineral que ajuda a diminuir a frequência cardíaca e a irritabilidade das fibras musculares. Encontrado em frutas e legumes, portanto, deve ser fácil conseguir. Poderá contudo eliminá-lo se sua dieta for rica em sódio, ou se você usar diuréticos ou abusar de laxantes.taqui

Ginástica. Muito pode ser feito se você entrar em boas forma. Quando se pratica exercícios que elevam a frequência cardíaca, o coração costuma voltar á atividade normal em ritmo mais lento. As pessoas que não praticam exercício costumam ter batimento cardíaco acima de 80 por minuto. Quando praticam um pouco de jogging, essa frequência sobe para 160, 170. Em seguida, com um pouco de condicionamento, o batimento em repouso poderá ficar entre 60 e 65. A ginástica também nos torna resistente ao excesso de liberação de adrenalina. Óbvio. Com o exercício você está usando adrenalina como parte de uma função normal.

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